37% de mulheres a bordo: o que a diversidade em operações offshore ensina sobre gestão

No efetivo embarcado do offshore brasileiro, o benchmark de presença feminina é de 9%, referência do Projeto Mais Mulher. Numa das maiores operações de manutenção do país, com 1.040 profissionais atendendo 80 gerências, esse número chegou a 37%.

O resultado veio de política deliberada, com meta e dono, e de um ambiente que sustenta a permanência. Na mesma operação, a Infotec Brasil manteve índice de desempenho de fornecedor de 97% ao longo de 36 meses. Medida como qualquer indicador de contrato, a diversidade na indústria sai do discurso e entra na gestão.

A presença feminina embarcada raramente aparece nos relatórios de produção. Quando esse número sobe de 9% para 37%, como nessa operação, o resultado é de gestão. E o que ela mostra vale para qualquer discussão séria sobre diversidade na indústria.

O offshore concentra as barreiras que afastam mulheres da indústria pesada

Ambientes embarcados reúnem as condições que historicamente reduziram a presença feminina na indústria pesada: confinamento, escalas longas, infraestrutura pensada para um perfil único de trabalhador e uma cultura ocupacional formada ao longo de décadas com pouca diversidade.

É por isso que um resultado de 37% a bordo diz tanto. Onde as restrições são maiores, cada ponto percentual é produto de decisão de gestão. Essa é a régua que a Infotec Brasil usa para medir a própria capacidade de incluir: o ambiente mais exigente da carteira. O que se aprende ali se aplica a qualquer frente industrial.

Nenhuma dessas barreiras cede sozinha. Cada uma depende de uma escolha concreta: como é o alojamento, como funciona a escala, quem responde quando algo sai do lugar. O padrão se repete nas plantas:

Onde essas decisões ficam no discurso, o número fica parado. Onde viram rotina de gestão, ele muda.

Mulheres Infotec Brasil

Algumas de nossas mulheres representando um gênero que cresce de forma intencional e com propósito. Da esquerda para direita temos: Anatalia, Rejane, Karen e Layana do ARM RIO, Michele Dutra, nossa caldereira alocada na Bahia, Alessandra Caitano, nossa técnica de segurança e Vanessa Santos, em Santos. 

O que separa meta de resultado

Política deliberada
O resultado de 37% nasceu de um programa estruturado, com meta definida, acompanhamento periódico e responsabilidade de gestão sobre o número. Diversidade que não vira política com dono e indicador permanece aspiração. Sem meta escrita, a contratação diversa depende da boa vontade de cada gestor. Com meta, ela vira critério.

Ambiente que sustenta a permanência
Contratar é o passo mais simples. O que define quem fica é o ambiente:

  • infraestrutura adequada a bordo
  • cultura de respeito ativamente gerida
  • canais de escuta em funcionamento
  • liderança cobrada pelo clima de cada frente de trabalho.


A bordo, isso é concreto:

  • acomodação e equipamentos adequados
  • protocolo claro para relatos de assédio
  • chefia que responde pelo clima da frente
  • detalhamento operacional, com dono e prazo.

Diversidade como indicador de contrato
Quando a presença feminina entra no relatório do contrato, ao lado de desempenho, segurança e disponibilidade, ela passa a ser gerida com o mesmo rigor de qualquer entrega. O que a operação acompanha todo mês é o que a operação leva a sério. Foi assim que o número subiu de 9% para 37%.

O contexto que dá peso ao número

O peso do número está no contexto. O dado de 37% saiu da operação de maior complexidade da carteira: 1.040 profissionais em 80 gerências, com atividades que vão de automação industrial a marinharia, operação onshore e offshore simultânea, sob auditorias de Marinha e IBAMA. Um contrato de 36 meses e R$ 652 milhões.

Na mesma operação, a Infotec Brasil sustentou índice de desempenho de fornecedor (IDF) de 97% ao longo de todo o período, com elogios formais registrados pelo cliente a vários profissionais. A operação com maior diversidade da carteira foi também uma das de melhor desempenho técnico.

No ambiente certo, inclusão e resultado caminham juntos.


Há um ganho operacional direto nisso. Mobilizar e manter 1.040 profissionais em 80 frentes, num mercado de mão de obra técnica disputado, fica mais viável para a operação que mantém aberto o maior conjunto possível de profissionais qualificados. 

Mulher Infotec Brasil na Operação Offshore

É essa a leitura que sustenta Sustentabilidade e Diversidade como compromisso de negócio na Infotec Brasil, acompanhado com a mesma disciplina de qualquer outro indicador de contrato.

Em resumo, concluímos que:

  • O benchmark do Projeto Mais Mulher para presença feminina embarcada é de 9%; política deliberada e ambiente adequado levaram esse número a 37%.
  • Contratar com diversidade é o começo; sustentar a permanência é o trabalho de gestão.
  • Diversidade medida como indicador de contrato sai do discurso e entra na operação.

Na Infotec Brasil, diversidade é indicador de contrato, acompanhada com a mesma disciplina de segurança e desempenho que aplicamos em operações de grande escala no óleo e gás. Conheça as oportunidades de carreira.

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